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O QUE VEJO NA POSTERIDADE!

  O QUE VEJO NA POSTERIDADE! Lendo o jornal impresso, do meu dia a dia, uma reportagem falando de um senhor com 85 anos, que vivia de conserto de objetos antigos, e por exigência e critério dele, somente os de 1960 pra baixo. Diz ele que não adianta nem pedir pois não conserta outros equipamentos ou máquinas mais novos. Comecei a divagar, como sempre faço nas minhas leituras, principalmente com assuntos adversos e curiosos como esse. Fiquei a imaginar o que vai acontecer tão logo ele morra, mesmo que referiram-se a ele como uma pessoa sadia, tanto fisica quanto mentalmente. Os filhos, pelo que dá a entender a reportagem, não dão a mínima; os netos, com certeza, muito menos vão querer dar continuidade a algo que é ultrapassado, antigo, velho, e já deveria ser tratado como quinquilharia e não objeto. Imaginei tudo o que ele preservou, consertou, se dedicou a reconstruir, se dedicou a voltar a funcionar, com toda delicadeza, carinho, destreza e aptidão por décadas a fio não passariam ...

A CASA COM VARANDÃO!

     A CASA COM VARANDÃO!             A casa ficava no alto, não chegava a ser uma colina, mas era no alto, e podia-se enxergá-la de longe, quando se ia chegando na cidade. O centro da cidade era meio longinho de onde localizava-se a casa do meu avô, que encontrava-se acamado e nós íamos visitá-lo, mesmo contrariados, embora eu até gostasse de ir só para ter o prazer de avistar e visitar a casa que ele morava. Tínhamos que descer no centro e darmos uma boa caminhada, que me fazia cansar e reclamar para minha mãe – normalmente era sempre eu e meus irmãos, algumas vezes apenas eu acompanhava minha mãe naquela visita ao seu pai emprestado, que era, na verdade, seu padrinho, mas a considerava como filha e a criou desde cedo, pois seus pais morreram quando tinha apenas oito e doze anos. Na verdade a reclamação não era pelo cansaço mas sim pela demora de chegarmos até à casa e aproveitarmos tudo o que ela tinha para ...

TEMPESTADE DE DEGRADAÇÃO

  TEMPESTADE DE DEGRADAÇÃO As nuvens cinzentas pairavam sobre a cidade, dando um ar triste e melancólico, com uma visão monstruosa e degradante, como se todos os fantasmas tivessem baixado naquela hora para falarem das coisas que estavam acontecendo por ali. Era o vento que assobiava fortemente nas árvores caducas e já sem folhas pelo tempo. Eram os prédios encharcados pela chuva que cessara recentemente tirando mais ainda a pintura que já se descascava pelo desgaste ocasionado pelo cansaço de aturar as intempéries daquele clima pavoroso que se fazia ultimamente na vida das pessoas daquela cidade. A cidade chorava convulsivamente. Nenhum de seus moradores, temerosos com a tempestade, apareciam. A covardia invadia cada um de seus moradores e os exilava em suas próprias moradias. Alguns rezavam, outros murmuravam, alguns choravam desesperadas. Mas também tinha aqueles que nada sentiam e não se importavam com o que estivesse acontecendo lá fora, porém, mantinham-se sem nem ir às...

ACEITAÇÃO

 ACEITAÇÃO Agora, há poucos minutos, estava eu conversando no grupo CIDADÕES ESPANHÓIS, composto por meus filhos, nora, netas, genros, falávamos sobre as postagens nas redes sociais, e eu, comentei que não gosto muito de visualizar Instagram, embora faça postagens nele, assim como no Reels e Story do Facebook. Uso muito facebook, e, diariamente faço postagens de qualquer coisa. Então minha filha disse que Facebook é coisa de velho. Lavando louça, comecei a pensar sobre o que ela disse e respondi que é bem coisa de véio, pois meus seguidores e comentários que visualizam minhas postagens são, na maioria, velhos, tendo pessoas de todas as idades, claro. Parei de lavar a louça e vim escrever o que meu pensamento começou a bombardear sobre o que respondi, sendo uma ACEITAÇÃO, de que sou velho, pois tenho 67 anos, em 01/09/2026, faço 68, e seria ridículo eu dizer que não. A diferença, conforme pensei, é que eu aceito ser velho pela idade e por várias coisas que me limito a fazer e re...

PROPÓSITO

 PROPÓSITO Todos os anos no último dia do ano, mais precisamente nas últimas horas, todos, sem exceção, fazem suas juras de realizarem mudanças em suas vidas, fazem juras de amor e de penitência, prometem mundo e fundos, no ímpeto de que algo deverá acontecer, pois, assim como esse ano findo, bem como os tantos outros que findaram e já caíram no esquecimento, nada aconteceu, nada foi cumprido, e a sensação de um vazio toma conta mas é imediatamente tomado, invadido - graças a Deus - pelo momento de limpezas de casa, arrumação, de comemoração, de afazeres dos comes e bebes, com a família, ou até mesmo sozinhos, mas tomam conta do pensamento e não dá vazão a coisas ruins, da sua incapacidade de não ter realizado algo que gostaria que fosse realizado.  Foram sonhos que ficaram apenas nos sonhos, sem perspectiva alguma de virem a serem realizados, concretizados. Não por falta de oportunidade, mas, a maioria das vezes, por falta de iniciativa própria por apenas ver coisas negativas...

VASSOURA

 VASSOURA Estou escrevendo agora, às 14h14, do dia 26/12/2025, o que me ocorreu escrever ontem enquanto varria a casa – não porque era Natal, e deveria ficar limpa para... também é, mas o motivo que me obrigou a varrer foi a quantidade de pelos do gato imenso peludo que estava no tapete vermelho (da próxima vez vou comprar um tapete cinza, que é a cor do pelo do gato) e por outros tapetes também, por onde ele anda e dorme descansadamente, nem se importando que está dando trabalho. Quando fui pegar a vassoura, a que diariamente uso estava molhada, havia deixando-a dependurada num local que pega chuva e sol, portanto, estava molhada e não pude usá-la. Todas estavam molhadas, então lembrei de uma outra, velhinha, já com as cerdas todas tortas, encolhidas, revoltadas, que havia deixado de lado – mas não a descartei, não coloquei fora por já estar velha, inútil, inoperante, não mostrando resultado.  Fui em busca da tal vassoura, vasculhando todos os cantinhos, todas as possibilidad...